Mostrar mensagens com a etiqueta Erudita. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Erudita. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Espiral, Op. 70

Espiral, Op. 70 - Um Disco de Palavras e Música Interpretado por Ary dos Santos - Carlos Paredes - Cristina Lino Pimentel
Decca LPDX 260
1969
LP

1. a) Cantiga de Maestria (D. Dinis - Natália Correia / Carlos Paredes); b) Cantiga de Refrão (Vidal - Natália Correia / Carlos Paredes); c) Soneto (Luís de Camões / Carlos Paredes)
2. a) Sarabanda (Johann Sebastian Bach); b) Soneto (Sóror Violante do Céu)
3. a) Tema de Sonata (Wolfgang Amadeus Mozart); b) Lira (Tomás António Gonzaga)
4. a) «Maestoso» da Sonata Opus 111 (Ludwig van Beethoven); b) Soneto (Bocage)
5. a) Chopin (Robert Schumann); b) Purinha (António Nobre)
6. a) O Pequeno Pastor (Claude Debussy); b) E ao Longe, o Barco... (Camilo Pessanha)
7. a) Prelúdio (Carlos Paredes); b) Canção (António Botto)
8. Casa (David Mourão-Ferreira)
9. a) Pantomina (Carlos Paredes); b) A Senhora Maria Laranjo da Praia da Nazaré (Afonso Lopes Vieira)
10. Meu Amor, Meu Amor (José Carlos Ary dos Santos / Carlos Paredes)

José Carlos Ary dos Santos: voz
Carlos Paredes: guitarra, guitarra portuguesa
Cristina Lino Pimentel: piano

Disco projectado pela agência de publicidade Espiral, por ocasião do Natal de 1969, teve como principal protagonista José Carlos Ary dos Santos (1936-1984), que declama todos os poemas nele presentes. O objectivo era o de traçar um retrato da poesia portuguesa desde a Idade Média até à actualidade, fechando o disco precisamente com o poema "Meu Amor, Meu Amor", que Amália Rodrigues tornaria conhecido com música de Alain Oulman pouco depois. Os acompanhamentos ficaram a cargo de Carlos Paredes (1925-2004) e de Cristina Lino Pimentel (1908-2008), sendo que o primeiro destes executa excepcionalmente guitarra acústica nos poemas medievais e renascentistas agrupados na primeira faixa do disco. As faixas onde o autor de "Verdes Anos" participa foram, aliás, as únicas a serem transpostas para CD, o que aconteceu em 2003, na caixa "O Mundo Segundo Carlos Paredes - Integral 1958-1993".

segunda-feira, 2 de março de 2009

Joly Braga Santos: Fifth Symphony (Virtus Lusitaniae)

Orquestra Sinfónica da Emissora Nacional - Silva Pereira
Joly Braga Santos: Fifth Symphony (Virtus Lusitaniae)

Decca SLPDX 512
1969
LP

1. 1º Andamento- Preludio
2. 2º Andamento- Zavala (Scherzo)
3. 3º Andamento- Largo
4. 4º Andamento- Allegro Energico ed Appassionato

A música erudita de origem portuguesa conheceu em 1969 uma edição de vulto, com o lançamento pela casa Valentim de Carvalho da "5ª Sinfonia" de Joly Braga Santos. Obra estreada em Dezembro de 1966, no Teatro Nacional de São Carlos, com a Orquestra Sinfónica da Emissora Nacional dirigida pelo próprio compositor, fora distinguida dois anos depois pela Tribuna Internacional de Compositores da UNESCO. Tornou-se assim no primeiro álbum monográfico de Joly Braga Santos, então com 45 anos mas já um valor confirmado da música contemporânea portuguesa. Esta gravação, sob a direcção do maestro Silva Pereira, tem sido várias vezes reeditada, embora com a capa algo adulterada. Em todas elas, no entanto, surge o belíssimo quadro "Dantescas", da autoria de João de Mello Falcão Trigoso, avô de sua mulher. Apesar do lugar comum, não será demais chamar a atenção para o 2º andamento, onde os ritmos da percussão moçambicana enriquecem o colorido da obra, projectando-a para além de quaisquer fronteiras geográfico-políticas e afirmando o seu intrínseco valor musical.